terça-feira, 13 de outubro de 2009

Chuva.

Aproximo-me da janela, conforme o meu humor se adapta ao clima... duma forma tão fácil, inevitável... tão natural.

Odeio a chuva.
Condiciona, como ninguém, a minha maneira de estar... a minha maneira de ser.
Os sorrisos tornam-se menos verdadeiros, o olhar perde a cor... A mente, enevoada, conforme a insegurança volta e conquista as minhas outroras vitórias. Duma forma tão terrivelmente fácil, inevitável... natural, até.

Os meus dedos tocam no vidro que me separa daquilo que me molda. Quase que consigo sentir o vento que envolve a rua, sugando o seu calor, tão lenta e perigosamente conforme a chuva rouba a sua cor.

Que visão tão feia.
Que dueto tão perfeito.

A vida afasta-se, uma e outra vez, as luzes ténebres dos carros iluminando as pequenas gotas que, sem ninguém se aperceber, fazem a diferença. A diferença que ninguém quer.

Mas eu quero.

Sinto o meu humor em perfeita harmonia. Agora não há nada a fazer. Apenas esperar... que a chuva passe e me devolva a minha pessoa novamente. Apenas para mais tarde voltar e tornar a fazer o mesmo.

As minhas mãos ficam frias. A chuva cai com mais intensidade.

Que visão tão bela.

Afasto-me da janela com um ligeiro sorriso, conforme meto as minhas mãos nos bolsos.

Adoro a chuva...

XOXO,

Danyella :)